GAL COSTA

          Certas pessoas nascem predestinadas. É o caso de Maria da Graça Costa Penna Burgos, a quem o Brasil e o mundo aprenderam a chamar de Gal Costa.

        Maior cantora do Brasil nas palavras de João Gilberto e Elis Regina, a vida de Gal sempre foi pontuada pela música: os discos de música clássica que sua mãe ouvia durante sua gravidez; a certeza de que seria cantora já aos dois anos de idade; os ensaios sozinha em sua casa na adolescência, com uma panela na cabeça como retorno sonoro; as apresentações ao violão para os amigos e família; o trabalho aos 17 anos como vendedora na loja Roni Discos.

        Fã de Dalva de Oliveira e Ângela Maria, Gal tem em João Gilberto sua maior influência e Caetano, Maria Bethânia, Gilberto Gil, Tom Zé como sua turma, com os quais participou de seu primeiro show, "Nós, por exemplo", em 1964.

        Em 1965, grava seu primeiro compacto, com as músicas "Eu vim da Bahia" de Gil e "Sim, foi você" de Caetano, emendando com sua estréia no teatro musical "Arena Canta Bahia".

        De lá para cá, são 36 discos, 3 CD´s, músicas imortalizadas em sua voz, shows por todo o mundo, sempre com enorme sucesso de público e crítica, como os elogios do crítico Ben Ratliff, do "New York Times", sobre sua apresentação no Blue Note em Nova York, em 30 de setembro de 2008. Segundo o crítico, a voz de Gal está mais "sombria e suave". A entonação da cantora "brilha dramaticamente e, de repente, a linguagem se torna puro som".

 

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